[ info ]
Nome: Larissa Pitta
Niver: 03/07/88
Idade: 15
Cidade: Rio de Janeiro (salve!)
Livros: Os B�rgias (M. Puzo), O Pr�ncipe (Maquiavel)
S�rie: 2o ano, 2o grau
Vestibular: Hist�ria (de prefer�ncia na UFF)
Como me enxergam: uma dominadora, petulante, perua, pensativa.
I love it: ler, curtir, amiigos, chocolate, papi e mami, minhas duas gatinhas, animais, Maquiavel, ficar na NET, Hist�ria, literatura, pol�tica.
I hate it: Matem�tica, F�sica, Qu�mica, Cam�es, gente burra, prepot�ncia, o Bush, Usama.

[ Minhas Coisas ]

[Vale a pena ver de novo]

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:: Meu site: Os B�rgia
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:: English History
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[ Meu Humor ]
Meu humor atual - i*Eu

[ layout por ]


14/03/2005 20:49




enviada por Larissa Pitta



19/06/2004 15:18
Putzzzzzzzzzzz...........mudei de blog!!!!!
meuimaginarium.blogspot.com
enviada por Larissa Pitta



28/03/2004 01:04
Gente...
Meu espaço no blig esgotou-se... mas eu já tive o cuidado de preparar outro!
Entrem:
www.minha_imaginacao.blig.com.br

Muito obrigada mesmo, principalmente aos paulistas, que trataram de dar certa popularidade a este blog!! Só tenho a agradece-los.
Beijos da carioquíssima,
Larissa Pitta
enviada por Larissa Pitta



21/03/2004 00:05
É sempre bom saber, né. Muito interessante!

Curiosidades da Idade Media:

Naquele tempo a maioria casava-se no mês de junho (início do verão, para eles), porque, como tomavam o primeiro banho do ano em maio, em junho o cheiro ainda estava mais ou menos. Entretanto, como já começavam a exalar alguns "odores", as noivas tinham o costume de carregar buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos em maio o "mês das noivas" e a origem do buquê explicadas.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O
chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho.
Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível perder um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue fora o bebê junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...
Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais se aquecerem; cães, gatos e outros animais de pequeno porte como ratos e besouros. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs".
Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimentos oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada - lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...
Isso acontecia frequentemente com os tomates, que, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos.
Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu a vigília do caixão.
A Inglaterra é um país pequeno, e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário, e o túmulo era utilizado para outro infeliz.
Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias.
Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar. Assim, ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", como usamos hoje....


enviada por Larissa Pitta



20/03/2004 23:46
Olá,
Pensamento da semana:

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que,
esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
(Carlos Drummond de Andrade)


A felicidade não está em viver, mas em saber viver.

Eu sei que não costumo falar do meu dia, mas desta vez falar dele acrescentará muita coisa. Fui à Feira de Tradições Nordestinas (mais conhecida como "Feira dos Paraíbas", aqui no Rio). Nossa, é um lugar muito cult, por incrível que pareça. Podemos ver de perto as tradições brasileiras, com suas danças, comidas, roupas e... o povo!
Comprei comida, comida, e comida. Os bolos de aipim frito, pés de moleques, paçocas, bananada e mariola. E, para quem come carne, acarajé, buchada de bode (eca!), e tantas outras farturas. Comprei também alguns livrinhos da literatura de Cordel, hilária (putz!). Dancei (ou melhor, tente dançar) forró. Admirei os repentistas, com seus versos de improviso, eu e minha irmã fomos presenteadas com alguns deles (cantaram a nossa "beleza"... valeu, deviam ser cegos!!)
É isso que é a verdadeira cultura brasileira, e não aquelas danças alemãs do Sul, como gente que se diz tão "culta" (Gerald Thomas da vida) insiste em afirmar. Nossa... eu sou encantada por nossa cultura, sem querer cair em um papo de antropólogo (!). Não tenho muita vocação para cuidar de índio.


enviada por Larissa Pitta



20/03/2004 01:46
Enquanto Houver Sol (TITÃS)

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol


enviada por Larissa Pitta



20/03/2004 01:43
Olá,
Gostaram de meu novo template? É bem light, isto é, meu humor no momento.

Minha semana foi de decisões importantes. A principal delas foi a que eu colocarei arquivologia em minha carreira na UniRio. Lá, além de História ser o quarto curso mais concorrido, não é muito bem conceituado. Então, se por acaso eu passar para História e arquivologia (o que provavelmente acontecerá, afinal, quem passa para história com certeza é aprovado em arquivologia), eu cursarei as duas faculdades simultâneamente. Tudo bem. Arquivologia é bem light, apesar de História ser um pouco pesada. Farei arquiv. aos poucos, trancarei em épocas de estágios, e se eu a terminar em seis anos, por exemplo, não haverá problemas (o tempo do curso é de três anos).
Valerá muito a pena, meu currículum ficará com um peso enoooorme e, caso eu não consiga conciliar as duas carreiras, é sempre uma opção a mais de emprego.
Passar em arquivologia é mole. O problema é História... e é isso que eu desejo realmente!

Mais? Tudo ok, tive uma gripe miserável essa semana. Fiquei com um mau-humor imenso. Fiz besteira, acabei descontando no pobre do paulista da minha sala (coitado, mal chegou e já atura escândalo).
Bem, basicamente isso.


enviada por Larissa Pitta



14/03/2004 17:52
Por que tanta intolerância no mundo? Eu juro que não entendo. O ETA é um grupo de independência do País Basco, uma região no norte da Espanha. Esta região tem língua e cultura próprias, mas encontra-se em poder do governo espanhol. O ETA pede a autonomia total do País Basco, além de um poder próprio.
E, para tanto, utilizam-se do terror - mas não deste tipo de ataque, ocorrido nesta semana. Já está bem claro que foi uma ação da Al Qaeda, de Usama Bin Laden, em vingança ao apóio da Espanha a guerra do Afeganistão. Caitho, peço informações suas sobre o assunto!
Em uma semana tão pesada como a que passou, nada melhor do que rir um pouco... e para isso, só poderia ser o Michael Jackson!!


enviada por Larissa Pitta



14/03/2004 17:35
Olá,

Nem sei o motivo que me levou postar essa semana. Não tenho nada para falar, mas muito o que lamentar. Então se é assim, a frase do momento:

"Son coeur est un luth suspendu; silôt qu'on le touche il résonne."
(Seu coração é como um alaúde suspenso; tão logo a gente o toca, ele ressoa.)

Obrigada ao Gustavo pela tradução. Este dizer de Béranger me diz muita coisa.
Que semana essa, não? Barbaridade o ocorrido na Espanha. Foi coisa do Usama (é Usama, e não Osama. Quem alterou a grafia foram os americanos, já que o verdadeiro nome forma "USA"). Caio Thomaz, meu amigo, ainda bem que você já está de volta. Por falar no sr. Caitho, o nosso respeitável geógrafo (hehe), gostaria de dar-lhe meus parabéns pelo maravilhoso estágio. E, se não fosse abusar muito, também gostaria de pedir a ele um texto sobre o grupo separatista ETA. Esta é muito mais sua área do que minha.


enviada por Larissa Pitta



07/03/2004 16:18
O meu vizinho está com "Felling This" do Blink 182 nas alturas. Nossa, que estressante, esse vocalista com essa voz metalizada. Isso não é música, me recuso a acreditar.
Hoje acordei sem febre, com os ânimos muito melhores. Acabei de ler Senhora, do José de Alencar, ainda pela manhã. O li por obrigação, todos me falavam que era muito chato, mas eu gostei bastante (me peguei lamentando por ter terminado de lê-lo tão cedo). Mas minhas opiniões não mudam: romantismo poesia me encanta muito mais. Alvares de Azevedo, Augusto dos Anjos, nossa... sou fascinada por Literatura. Gosto até de figuras de linguagem, tenho uma enorme facilidade!
Bem, mas voltando ao assunto coerente. Vou parar de remar contra a correnteza, esquecerei algumas ideologias, e tentarei ser mais feliz. Pararei de tentar mudar o mundo e os outros; e começarei pela minha casa e família. Às vezes precisarei calar, me esquivar, mas assim é melhor. Hoje, com a cabeça mais fria, enxergo tudo tão claramente na minha frente!
Prometi e cumpri. Fiz a "Semana da Revolta Larissa Pitta", apesar de ter certeza que poderia ter feito melhor. Faltou algo sobre o doido do Karl Marx, Engels,Luther King, mas eu realmente não tive tempo. O colégio me faz parecer um burro de carga.
.

Então até semana que vem, meus queridinhos, agora vou continuar a minha pesquisa para a aula da Cris: Socialismo nos dias de hoje. Tema interessantíssimo, exige uma boa pesquisa.


enviada por Larissa Pitta



07/03/2004 16:01



A Rainha Margot (o filme) - 1994

Um dos maiores clássicos do cinema da década de 1990, incomum para um filme europeu, A Rainha Margot retrata muito bem o chamado "cinema arte e entretenimento".
Com interpretações prodigiosas de grandes titãs do cinema francês, este longa também conta com apurada pesquisa histórica. Primorosamente retrata a Noite de São Bartolomeu, ocorrida na França em 22 de agosto de 1572.
Margot (Asabelle Adjani), católica, casa-se por obrigação com o rei de Navarra (Daniel Auteuil), protestante, mas mantêm romances paralelos ao marido. O mais famoso deles talvez seja com La Mole, um protestante, realmente verídico e retratado pelo filme.
Vale ressaltar as interpretações de Adjani (Margot), Virna Lisi (rainha Catarina de Médici), e Jean-Hugues Anglade (Carlos IX). Em geral o elenco é bom, apesar das expressões faciais de Vincent Perez (La Mole) deixarem a desejar.
A Rainha Margot mostra um belo figurino, fotografia, e direção de arte. Porém, se espera ver um filme de príncipes e princesas intocáveis, não se engane: a maior parte do filme os personagens aparecem ensangüentados e descontrolados. As cenas de sexo e nudez são muitas, além das imagens de violência serem chocantes. Mas , neste caso, tudo válido. É a verdade de uma família real sangüinária, devassa, e imoral.


Carlos IX (Jean-Hugues Anglade), Henri de Navarra (Daniel Auteuil), Margot (Isabelle Adjani), e o duque de Alençon: imoralidades, assassinatos, e conspirações.

Contexto Histórico:
A noite de São Bartolomeu, massacre de mais de 20 mil protestantes, marca as sangrentas lutas religiosas que atrasaram a consolidação do absolutismo francês. Esse acontecimento caracteriza a fase final da dinastia Valois, que governava a França desde a idade média.
O casamento forçado entre Margot, irmã de Carlos IX (rei da França) e o protestante Henrique de Navarra (Bourbon), não paralisou as lutas religiosas entre católicos e protestantes. Com a noite de São Bartolomeu, ressurgia o combate, estimulado pelo papa, envolvendo várias regiões européias.



Margot e La Mole: paixão tórrida.
enviada por Larissa Pitta



06/03/2004 20:31
Eu nem sei onde estou com a cabeça, falar de mim em um espaço público. Mas eu preciso, o icq está deserto, preciso desabafar alguém. Mesmo que algumas pessoas que estejam lendo não gostem de mim, algumas até de graça, eu "cago e ando" (como sempre diz o Caitho). Só sei que preciso falar, preciso mesmo.

Minha cabeça está quente. Estou me sentindo mal, 38 de febre, sem ter doença nenhuma. Creio que deva ser psicológico, é horrível sofrer pressão dentro de sua própria casa. Há muito tempo que não chorava e hoje chorei, e muito. A minha mãe chegou da rua agora, a Ju (minha irmã) disse para ela que eu estava febril, e ela veio para o meu lado cheia dos amorzinhos. A minha vontade foi dizer "o que adianta, fez a cagada e agora tenta consertar". Nossa, como estou sendo rude, a febre deve estar me fazendo falar besteiras (!).

Saindo da minha atmosfera negra, eu vou tentar postar amanhã a resenha do filme "A Rainha Margot". Excelente.


enviada por Larissa Pitta



06/03/2004 19:03
O Anarquismo

O anarquismo surgiu no séc. XIX, e pregava a suspensão de toda forma de governo, defendendo a liberdade geral. Entre seus precursores destaca-se Pierre-Joseph Proudhon (1807-1865). Em seu livro 'O que é propriedade', vale-se dos pressupostos do socialismo utópico* para criticar os abusos do capitalismo, enfatizando o respeito à pequena propriedade e propondo a criação de cooperativas e bancos que concedessem empréstimos sem juros aos empreendimentos produtivos, além de crédito gratuito aos trabalhadores. Ao propor a criação de uma sociedade sem classes, sem exploração, uma sociedade de homens livres e iguais, Proudhon defendia também a destruição de Estado, substituindo-o por uma "república de pequenos proprietários", e inaugurava o anarquismo.
As propostas reformistas de Proudhon inspiraram Leon Tostoi (1828-1910), Peter Kropotkin (1842-1921) e, principalmente, Mikhail Bakunin (1814-1876), que se tornou líder dos anarquismo terrorista ao apontar a violência como a única forma de se alcançar uma sociedade sem Estado e sem desigualdade, um novo mundo de felicidade e liberdade para os trabalhadores braçais.
O anarquismo - conhecido também como comunismo libertário - e o marxismo coincidem quanto ao objetivo final: atingir o comunismo, estágio em que não mais existem divisões de classes, exploração, nem mesmo Estado. Entretanto, para o marxismo, antes dessa meta faz-se necessária uma fase intermediária socialista em que um Estado revolucionário - ditadura do proletariado - aplica medidas prolongadas, visando o comunismo. Já para os anarquistas, tendo como alvo erradicar o Estado, as classes, as instituições e as tradições, o comunismo seria instalado imediatamente.
Marx desfechou algumas críticas aos anarquistas, especialmente à Proudhon e Bakunin sofrendo destes, igualmente, diversas contestações. Era um início que prenunciava uma convivência de choques e divergências, comprovadas pelas rivalidades que acontecem posteriormente nos países onde era marxista a ordem estabelecida.
Fonte: História Geral, Cláudio Vicentino.

* Grupo de teóricos interessados pela justiça social defendida por Thomas More - ou Morus - (séc. XVI) em seu famoso tratado, "A Utopia".



enviada por Larissa Pitta



06/03/2004 18:59
A Reforma Protestante - Contextos e pré-Reformistas

Durante o século XVI, o conceito de Religião sofreu uma forte mudança. Era a época do Renascimento Cultural, o homem passa a dar mais valor a ele mesmo, começa a questionar Deus - e principipalmente o meio como se chegava a Ele, a Igreja Católica.
Os ataques contra a Velha Religião não eram novos. Séculos antes, Wycliff (Inglaterra) e Huss (Boêmia), já haviam questionado a venda de Indulgências* e o culto às imagens ditas Santas. E também condenado o enriquecimento clerical. Um pouco mais tarde, Savonarola discutiu o poder do Vaticano e o elemento papal. Ambos foram considerados hereges**, e queimados na fogueira.
Porém, apesar de suas vozes terem sido momentâneamente caladas, já haviam plantado a semente da revolta no coração do povo. De 1378 a 1418, a Europa estava às voltas com aquilo que futuramente seria chamado de "Cisma do Ocidente". Algo bem simples: em um eventual desentendimento entre os cardeais (quem ordenava os Pontífices), a Igreja Católica elegeu dois papas simultâneamente. Este fato abalou profundamente a credibilidade da Igreja.
A conduta dos religiosos era escandalosa. Mantinham, ao menos, uma concubina. Eram de tal fama, que os pais das moças donzelas receavam em deixar suas filhas no confessionário sozinhas com um padre. Os papas também não escavam a este tipo de conduta, talvez ainda em maior intensidade.
O número de padres e bispos que não sabia ministrar os sacramentos, rezar a missa e apresentar aos fiéis a mensagem do evangelho era cada vez maior. Cardeais crianças foram nomeados, e alguns inclusive tornaram-se futuramente papas (a exemplo Leão X, cardeal aos 13 anos). Os monges freqüentemente rendiam-se a sodomia, bebida, jogos, e até ao estupro. As freiras também não ficavam por trás. Como não dispunham de muita verba para as necessidades básicas, muitos conventos tornavam-se prostíbulos durante a noite.
Se o homem medieval não dispunha da força necessária para causar algum efeito sobre este cenário. Mas o homem renascentistan tinha boas razões para fazê-lo

* Indulgências - venda do perdão divino por parte dos padres.
** Hereges - Indivíduo que vai contra as leis de Deus, isto é, da Igreja Católica.

A Reforma Protestante - Lutero, Calvino, e Henrique VIII

Martim Lutero (1483/1546) - Talvez o principal reformador. Inicialmente monge agostiniano em Wittemberg, Alemanha, um grande estudioso de filosofia e teologia. Em um de seus estudos acadêmicos, encontrou na Bíblia um texto que dizia que a verdadeira salvação estava em Deus, e não necessariamente na Igreja Católica, defendendo sua tese na Universidade e criando certa polêmica. Mas a verdadeira reação de Lutero veio com o início de venda de Indulgências na Alemanha: fixou suas 95 teses na porta da abadia de Wittemberg, em 31 de outubro de 1517. Algumas delas:
* salvação pela Fé;
* descrença no Papa, na hierarquia clerical, e queda do celibado;
* negação do dogma da comunhão;
* culto sem rituais e em alemão;
* livre interpretação da Bíblia pelos fiéis.
Excomungado pelo papa, Lutero casou-se com uma ex freira com quem teve muitos filhos. Foi perseguido pelo Imperador e, por motivos obvios, protegido pela nobreza alemã: como subornava a Igraja ao Estado, atraía vantagens para a aristocracia. Entretando, as idéias luteranas inspiraram a revolta camponesa dos Anabatistas, que visava encerrar também a estrutura feudal e confiscar terras da nobreza. Pressionado por seus 'patrocinadores', Lutero interviu e condenou a revolta Anabatista, e sugeriu o uso da força para exterminá-los. Foi um verdadeiro massacre.
João Calvino (1509/1564) - De uma família burguesa abastada, Calvino nasceu na França e formou-se advogado. Bastante influenciado pelas filosofias luteranas, escreveu "Instituição da Religião Cristã", publicado em 1536, que veio a ser o catecismo do calvinismo.
Perseguido na França, refugiou-se na Suíça, um país predominantemente protestante. País este dominado pela Áustria, de um imperador severamente católico. Os suíços viam nessa nova religião uma brecha contra este tipo de situação.
A Fé calvinista foi criada quase unica e exclusivamente para a burguesia, frequentemente condenada pela a Igreja. Baseava-se no princípio da austeridade e a vida voltada unicamente para a oração e o trabalho. Cria na predestinação; abominava música e movimentos artísticos; vaidade e luxúria eram coisa do demônio.
O calvinismo originou os presbiterianos pentecostais de hoje.
Henrique VIII (1491-1547) - rei na Inglaterra, foi sinceramente católico pelo resto da vida. Esta era a sua verdadeira Fé, e teria permanecido publicamente (entenda o que eu quero dizer com "publicamente") com ela se não tivessem ocorrido alguns "conflitos de interesses".
O rei era casado com Catarina de Aragão há 20 anos, mas sua esposa não tinha dado-lhe filhos homens. Ansiava pelo divórcio e assim casar-se com Ana Bolena, sua paixão. Henrique tentou primeiro pelos caminhos do catolicismo o divórcio de sua esposa, mas tudo em vão. E para completar, ele ocultava outros motivos externos e econômicos para romper com a Igreja: pretendia as terras clericais na Inglaterra; o papa intervia demasiadamente nos assuntos de Estado. E, como o papa não deu-lhe o divórcio, Henrique VIII criou em 1534 a Igreja Anglicana sem autoridade papal. Ao invés do papa, o próprio rei era o Chefe da nova religião.
A Igreja Anglicana em quase nada difere do catolicismo, como repito Henrique VIII foi católico pelo resto de sua vida, o contraponto é que o Chefe é o rei ao invés do papa. Existente até hoje, o chefe do anglicanismo atualmente é o Príncipe Charles.

EU APENAS LAMENTO POR VOCÊS, MAS EU ESTOU COM MUITO POUCO SACO PARA ESCREVER SOBRE A CONTRA-REFORMA CATÓLICA. PORTANTO, PEGUEM UM LIVRO DE HISTÓRIA SEUS PREGUIÇOSOS!!!


enviada por Larissa Pitta



06/03/2004 18:56
Oi amores,

Tudo bem, minha semana, mas sem muitos pormenores. Fiquei um pouco triste por motivos internos, mas vai passar, parece que tem uma nuvenzinha negra rodeando a minha casa.

Colégio. Nada demais. Apenas comecei a ler um livro para o trabalho de literatura, Senhora (José de Alencar). Me acrescenteram que era muito massante, porém eu já passei da metade e estou adorando.
Eu prometi que ia fazer a "Semana da Revolta Larissa Pitta". Prometi e vou cumprir, apesar de no momento estar mais desgastada do que revoltada.


enviada por Larissa Pitta



28/02/2004 17:12
Semana que vem farei a "semana da revolta Larissa Pitta". Só postarei posts de revolta e sobre revoltados. Bem de acordo com o meu estado de espírito.
Além da dobradinha Inquisição e Reforma Protestante, escreverei sobre a Noite de São Bartolomeu (matança de protestantes no século XVI): e também uma resenha sobre um filme sobre o tema, "A Rainha Margot", para revoltados e/ou pervertidos.
E como boa revoltada que estou, não poderia deixar de escrever um texto sobre o Anarquismo. E antes que os revoltados-sem-causa digam que eu me digo anarquista, declaro que continuo odiando esta corrente política assim como todos os "ismos".
E para celebrar:
"Pestis eram vivus - moriens tua mors ero"
(Vivo, sou tua peste - morto, serei tua morte)

Além de ser uma frase de revolta, seu autor foi um dos revoltados que tratarei semana que vem: Martim Lutero - fundador do Luteranismo, um dos ícones do movimento Protestante.


Eu admiro muito esse cara.

enviada por Larissa Pitta



28/02/2004 16:57
Gente, eu nem acredito...

Quando as pessoas que não me conhecem pensam que eu sou o sinônimo da intelectual, estão muito enganados. Que mania os outros tem de rotular tudo, sempre foram muito radicais comigo, ou oito ou oitenta. Para uns, intelectual e pensativa; para outros, uma tremenda patricinha fútil.
Eu não sou nem um nem outro.
Essa semana passada mesmo, eu estava penteando o cabelo no banheiro, e o meu pai falou:
- Nossa, que filha loirinha eu tenho hein!
É lógico que ele estava de escárnio com as minhas madeixas quimicamente tingidas. E, como de impulso, eu dei uma resposta a altura:
- Os fins justificam os meios, papai.
Meu pai começou a rir, minha irmã veio da sala se contorcendo de gargalhar, e eu nem acreditei que usei a famosa máxima de Maquiavel para classificar um tema tão fútil. Minha mãe, do quarto, comentou:
- Isso que dá ter uma filha vaidosa e ao mesmo tempo tão inteligente!
Ai, ai. Ate agora estou espantada comigo mesma. Maquiavel deve estar se contorcendo no túmulo!


enviada por Larissa Pitta



26/02/2004 01:50
INUTILIDADES DA EXISTÊNCIA HUMANA - MAS QUE TODOS ADORAM SABER.
ps: eu tenho um texto enoooorme só com essas coisas, mas ficaria muito grande para colocar aqui. Então, postarei aos poucos.

*As mulheres compram mais roupas masculinas que os homens.
*O papa mais jovem da história da Igreja foi João XII, eleito com apenas 18 anos, por imposição do seu pai, o Duque de Spoleto, em 955. Teve uma vida tumultuosa. Deposto em 963, por recusar submissão ao imperador Otto, do Santo Império Romano, foi assassinado, segundo se conta, por um marido enciumado.
*Uma mulher chamada Mum-Zi já era avó com 17 anos. Ela teve a sua filha aos 8 anos e 4 meses, e a sua filha, por sua vez, também se tornou mãe aos 8 anos!
*Ramsés, faraó do Egito, teve mais de 60 filhos.
*A cada 15 loiras no Brasil, apenas 1 é verdadeira.
*7% dos americanos acredita que Elvis está vivo. 25% dos americanos acha que Sherlock Holmes existiu. 25% também acreditam em fantasmas, e 10% dizem ter visto um.
*15 vezes ao dia é o número médio de vezes que um adulto normal ri. No entanto uma criança ri em média 400 vezes por dia.
*350 pares de sapatos, 141 chapéus, 71 blusas, 95 vestidos de noite, 176 vestidos, 178 conjuntos, 54 sobretudos, 29 saias, 25 calças, 29 jaquetas e 200 bolsas - O guarda-roupas da Princesa Diana em 1991.
*Thomas Edison (o inventor da luz eléctrica) tinha medo do escuro.
*Einstein não conseguia ainda falar aos nove anos. Os seus pais pensavam que ele era deficiente.
*Quando era jovem e não tinha muito dinheiro, Picasso, para se aquecer, queimou alguns dos seus quadros.
*O romancista francês Victor Hugo costumava pedir ao criado que lhe escondesse as roupas; assim, não podendo sair, tinha de ficar em casa a escrever.
*A filha de Shakespeare era analfabeta.
*Pedro, o Grande, imperador da Rússia entre 1682 e 1725, era realmente grande. Ele tinha 2,13 metros. Já o temível Átila, rei dos Hunos, media 1,06 metros.
*Num jantar normal, o rei Luís XIV comia 4 pratos de sopa, dois faisões inteiros, 2 pedaços de presunto, 1 salada, carne de cabrito com alho, frutas, doces e 1 ovo cozido. Depois de morrer, descobriu-se que o seu estômago era 2 vezes maior do que um estômago normal.
*Alexandre, o Grande (356-323 a.C.), rei da Macedónia, era bissexual. Hephaestion, o seu amante, morreu em batalha e teve um dos funerais mais grandiosos da Babilónia. Os preparativos foram tantos que ele só pôde ser realizado 6 meses depois da sua morte.
*Os anciãos Egípcios dormiam com almofadas feitas de pedra.


enviada por Larissa Pitta



26/02/2004 01:08
Olá mores,

Putz, injusto mesmo né? Eu sou Salgueiro de corpo, alma, e coração, mas eu reconheço que a Imperatriz (minha irmãzinhaaaaa) e a Mangueira foram as melhores do Carnaval desse ano. Poxa, não é recalque de perdedora ou super-proteção com a minha irmã, mas a Beija-Flor não mereceu. Quem viu as alegorias de perto, que estavam descascando e caindo aos pedaços, sabem do que eu estou falando.
Aquela escolhinha porcaria da U. da Tijuca em segundo, foi uma vergonha. E Imperatriz em quinto!! Em quinto!!?? E o meu Salgueiro? Em sexto! Teve uma jurada vadia (me desculpem pelo termo, mas eu preciso) que deu um 9.8 para alegoria. Eu quase voei na TV, não merecia. Apesar de eu ter de reconhecer que o Salgueiro também levou muito 10 em evolução e samba enredo, sem fazer por merecer.
Cara, eu estou quase tão revolta quanto a minha irmã. Coitada, tô morrendo de pena dela. Ela está passando mal de stress por conta disso tudo. Ela tem de se acostumar a perder; tudo indica que ela continuará seguindo a carreira dentro do carnaval, ela ainda tem muitos títulos para ganhar e também para perder. E ela não tem nenhum motivo para ficar tão para baixo: os quesitos de criação'(enredo, alegorias, adereços, e fantasias), a área em que ela trabalha, só levaram nota 10. A Imperatriz foi a única escola a levar apenas 10 nesses quisitos; por isso, ela e toda a equipe do barracão são vitoriosos. Eu sei que é difícil pensar assim quando a sua escola perde, mas não deixa de ser verdade.
Um absurdo a São Clemente ter caído; tinha que ter sido a Caprichosos, com aquele enredo ridículo da Xuxa; a Tradição em décimo segundo foi uma vergonha, estava linda. Expresso aqui a minha indignação!
E outra coisa. Mangueira estandarte de ouro como melhor comissão de frente, foi de amargar! Hahaha. Não tinha nada a ver com o enredo! A comissão de frente do Salgueiro foi linda... se vcs não viram, dêem uma olhadinha no desfile das campeãs. Por falar nisso, eu acho que eu vou nas campeãs no sábado.
Por último: em SP Gaviões desceu, né. Tô boba... rs. Muito triste o carro quebrando em plena avenida. Da próxima vez que façam as coisas direitas!


enviada por Larissa Pitta



24/02/2004 11:05
Oláaaaaa!!

Gente, o que aconteceu com o blig? Ninguém consegue mais entrar nos blogs... Nem eu nem ninguém:-(
Ui, os desfiles! Meu Salgueiro arrebentou... mas eu penso que vai perder pontos de evolução. Tinha umas fulanas no carro abre-alas que simplesmente ficaram paradas, não cantaram nem sambaram. Mas fora isso, o Salgueirão se superou! E a comissão de frente, maravilhosa, foi a melhor do carnaval carioca.
Ah, Imperatriz... perfeita, eu acho inclusive que o título vai mesmo para lá. Se não fosse por uns poucos problemas com harmonia, estaria tecnicamente perfeita. Minha irmã saiu no último carro, justamente da "Utopia" de Thomas More. Este é um famoso clássico do Renascimento, retrata uma ilha em algum lugar do mundo onde há justiça social e todos são felizes. E Thomas More foi justamente homem de confiança de Henrique VIII... e foi decapitado por ordens dele.
Já vou. Por algum motivo nem figuras estou conseguindo colocar...



enviada por Larissa Pitta






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